PROTEÍNA DE INSETO E ALIMENTAÇÃO CANINA

Em 2017, a Food and Agriculture Organization (FAO) publicou um compilado intitulado “O futuro da alimentação e agricultura: tendências e desafios”, onde o assunto principal foi a proteina de inseto.
Embora os insetos sejam ingredientes pouco habituais em nossa dieta, a FAO já considera os insetos como um alimento do futuro. Seus benefícios, não apenas nutricionais mas também ambientais, os tornam uma grande alternativa à outras fontes de proteína convencionais
Os insetos são uma fonte muito nutritiva. Contêm proteínas de alto valor biológico, gorduras e minerais. Além disso, as proteínas que eles contêm possuem um baixo potencial alergênico e uma elevada digestibilidade. Isso torna os insetos um alimento, não apenas apto, mas também benéfico.
Existem diversos estudos que apontam que os insetos podem ser fontes de compostos bioativos, ou seja, que possuem efeitos positivos no organismo quando consumidos, desde ação antioxidante, cardioprotetora, antimicrobiana, antifúngica, anti-inflamatória, antitumoral e até reguladora de insulina e glicemia.
Ao se referir especificamente à nutrição de cães e gatos, o uso de fontes alternativas de proteínas devem ser capazes de fornecer os aminoácidos essenciais que não são sintetizados pelo organismo. E os insetos cumprem a função.
Os principais insetos que compõe a produção em larga escala seriam tenébrios, grilos, lagarta amarela, larva da mosca soldada negra, entre outras larvas.
Existem dois aspectos principais que dificultam a aceitação desse ingrediente na alimentação ocidental: a neofobia e o nojo. A neofobia é o medo de comer coisas novas e não familiarizadas. O nojo se refere à ideia de os insetos serem sujos e contaminados.
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