Hipertemia

Semelhante à insolação em humanos, a hipertermia é mais comum do que se imagina. Tanto os cães, como os gatos podem ser acometidos por esta enfermidade. Contudo, em cães, principalmente os braquicefálicos, obesos e idosos, existe uma maior prevalência. E por ser uma condição emergencial e potencialmente letal, deve ser tratada imediatamente.
As principais razões que levam ao aumento significativo da temperatura corpórea são: exposição ao sol por muito tempo, exercícios físicos intensos em dias quentes e ficar em um local quente e abafado, com pouca ventilação.
Os cães e gatos praticamente não transpiram. Diferente de nós, eles quase não têm glândulas sudoríparas na pele, apenas algumas nos coxins (solas das patas). Isso reduz a capacidade de perda de calor para o ambiente, dificultando a regulação da temperatura corpórea. Os cães e gatos trocam calor com o ambiente através da boca e focinho, ao respirarem rápida e superficialmente (ofegar).
Os sinais clínicos podem variar de acordo com o grau de hipertermia atingido. Sendo assim, podemos separar os quadros em dois estágios: inicial e avançado.
Estágio inicial: é possível notar mucosas hiperêmicas (vermelhidão por aumento de quantidade de sangue no tecido), aumento da frequência cardíaca, respiração ofegante, desidratação, vômitos, diarreias, salivação abundante e agitação.
Estágio avançado: as mucosas ficam pálidas, urina com coloração escura, arritmia cardíaca, pulso fraco, distúrbios mentais, alteração da consciência, convulsões, incoordenação motora, tremores musculares, fraqueza, diarreia (podendo conter sangue), vômitos e até parada respiratória.
Procure atendimento veterinário imediatamente!
☀️ DICAS: Evite passear nos horários mais quentes do dia, mantenha água fresca sempre a disposição, mantenha o ambiente fresco e ventilado.
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